Cacos

cacos
Foto: Fabíola Lourenço

Celebro o acaso que me fez te encontrar entre estas linhas e, em meio a tantos textos, o teu rosto até então disforme. Lembro-me dos amores que, assim como o teu, por aqui já passaram, aqui já moraram e que também se apressaram em ir, mas não sem antes deixar qualquer coisa de eterno em mim. Hoje, admito, não passo de um amontoado de traços indeléveis de todos eles!

Ando por estas letras que aqui sobraram, vestígios de fúria, impulsos e outros castigos. São as mesmas que um dia escreveram a minha vida, iludidas por histórias que se perderam antes mesmo do ponto final. Apesar de me fazerem inteiramente culpa, são as únicas que ainda me apontam o caminho certo pra seguir aquilo que insisto em chamar de futuro. Só por isso, eu as mantenho aqui.

Passeio entre estes cacos e decido, enfim, jogá-los fora, vê-los partir, não sem antes confessar que neles, sempre houve mais dos que se foram, e de todos vocês, que permanecem aqui, do que de mim!

 

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