Álbum Desconhecido

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Foto: Caio Brant

Músicas não deveriam perder o encanto nunca. Aliás, deveriam, por obrigação, fazer todo sentido sempre, não importassem o tempo, o momento nem meu temperamento.

Não que, com o passar dos dias, elas percam aquele valor do compositor inspirado, das letras e arranjos em harmonia com tudo que sinto, mas é que o encantamento primeiro, de certo modo, vai se perdendo, desbotando as notas, diminuindo o volume, sensações inaudíveis.

A gente ouve uma vez, canta várias outras e quando pensa em fechar os olhos pra sentir tudo aquilo de novo… Ué, cadê? E lá se foi o atalho único pra se chegar nas lembranças e fincar os pés nas memórias.

Não deveria mesmo ser assim! Músicas deveriam manter-se intactas, cheirinho de encarte novo, despertando em cada um de nós o mesmo sentimento hoje, amanhã e repeat, repeat, repeat…

Pensando bem, as pessoas também. Atraentes e sonoras sempre, sem perderem a mão, sem errarem o passo, a cadência e o compasso. Vai dizer que não?

 

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Um comentário sobre “Álbum Desconhecido

  1. talvez por achar que as músicas tenham vida e, elas nos escolhem e não nós, a escolhemos pelo momento, acho que já me conformei a evanescência das melodias; até porque isso justificaria aquele momento mágico não ser eterno, mas também ter seu fim…
    é um ponto de vista meio enviesado, já que tudo pra mim é efêmero e, mesmo que não seja, diante do que me é dado, pensar assim é uma ótima defesa

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