Os Rumos

 

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‘Ai, palavras, ai, palavras,
que estranha potência, a vossa!
Ai, palavras, ai, palavras,
sois de vento, ides no vento,
no vento que não retorna,
e, em tão rápida existência,
tudo se forma e transforma!’
Cecília Meireles

 

Escrevo mirando um alvo. Mas as palavras, por sua vez, atingem quem bem entendem. Autônomas por natureza, elas vão por onde querem. São livres, desimpedidas. Bem mais que eu. Soltas que são, incondicionalmente, voam. Por todos os lados, para qualquer canto e direção. Aqui. Ali. Nela. Naquele. Em ti.

No terreno dos outros, encontram abrigo. Palavras minhas, sentimentos alheios. Encaixe perfeito. Alquimia. Efeito. Ação. Reação. Saídas de mim. Só vejo partirem. Não controlo. Procuro não saber o rumo, elas sabem. Só disparo e assisto. Vez ou outra, elas chegam até aí. Entre tuas inseguranças, teorias e desassossegos. Enquanto outras podem nunca chegar. Porque isso… Ah, isso sempre vai depender. A compatibilidade dos alvos é que vai dizer.

 

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