Quem, eu?

 

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‘Você está, você é. Você faz, você quer.
Você tem. Você diz a verdade.
E a verdade é seu dom de iludir’.

Caetano Veloso

 

Mas por que eu teria alguma chance de ser a principal causa dos teus problemas? Seria mesmo eu o protagonista de uma história infeliz que nem quis começar? Vem cá e me diz: que probabilidade maldita é essa que não me favorece?

Mal tive forças pra dar conta dos meus sentimentos, imagine agora ser responsável pelos teus. Cara, nunca me ocorreu subordinar tuas intenções às minhas vontades. Nunca me passou pela cabeça manipular todo esse enredo. E do jeito que desenfreado sempre foste, mesmo que eu quisesse, teu coração nunca me alcançaria. Minha lentidão jamais te esperaria! Fora de cogitação qualquer acordo.

Pelo contrário, me dei o trabalho de espalhar sintomas por todos os lados. De um jeito ou de outro, tudo o que eu tinha pra falar era que nossos passos eram feitos pro desacerto. Juntos, sempre fomos descompasso, não vês?

Foste buscar em diversos motivos o alimento pra essa paixão sem pé nem cabeça, porque quiseste. Eu não te devo desculpas nem justificativas. Não passei de uma imagem desfocada pendurada na parede das tuas ilusões. Não passei de lenda, fetiche, materialização dos teus pensamentos. Aquelas palavras nunca foram minhas. Nossas promessas não existiram. E aquele futuro bom, sequer houve. Sou tão irreal quanto esse nosso amor.

 

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