Duas notas, por favor!

 

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‘Eu sempre havia precisado
de silêncio para escrever,
porque minha mente atendia
mais à música que a escrita’.

Gabriel García Márquez

 

Acho de um altruísmo tão genuíno esse desprendimento todo da música. Essa coisa de uma só vez te emprestar os ombros, as mãos, raciocínio, refrão, dimensões. Bastam alguns acordes e parece que o mundo é inteiramente teu.

Tem dias que é canção embalando teus reflexos com a bossa nada nova do desaconchego. Em que a música afina tuas notas com as rimas constrangidas de um coração sem paz. Mas tem outros em que ela te deixa repetir aos berros as melhores estrofes, sentindo o perfume, recontando os passos, revivendo pessoas e repassando as letras de um passado sem fim.

São composições de instantes em que o ritmo te faz festejar amores tropicálias. Pout-pourri das nossas histórias. Rock da paixão mais punk. Zouk do meu bem. É a vida que entra pelos ouvidos sem pedir licença.

Dois pra lá.
Dois pra cá.
la la la la
Som, melodia e música,
benditos sejam!

 

(A ilustração veio lá do 180 Cartazes para Sair da Fossa)

 

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