Do Amor e Outros Demônios

 

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De tudo que poderia ter sido, ficaram só nossas promessas.
Confundidas umas nas outras,
nos acusando de muita pressa e tão pouco vínculo.
Restaram minhas desconfianças e teus desassossegos,
assim como a impossibilidade lancinante de um certo amor.

A gente não seu deu ao gosto, ao tempo e ao espaço.
Muito menos um ao outro.
Heterogêneos na essência, repudiamos toda mistura.
Faltou coragem pra nos admitirmos recíprocos.
De tudo que poderia ter estado, nada sobrou.

E espremidos no cantinho escuro da consciência que ainda pesa,
ficaram tuas músicas preferidas que eu decorei e
os livros do García que eu quis te dar.
A ferida exposta e um sujeito partido ao meio.
Pretérito imperfeito difícil à beça de conjugar.

 

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