Que coisa!

‘De cada amor tu herdarás só o cinismo‘.

Cartola

 
Essa coisa de gostar mais do outro do que de si mesmo.
E se sujeitar ao que te impõem,
entregando em mãos desconhecidas
o arbítrio que deveria
ser só teu.

 

Essa coisa de amar como quem recebe ordens
e ainda se sentir na obrigação
de convencer o mundo de que és feliz,
anulando tua história em troca daquilo
que apenas um encara como relação.

 

Essas tentativas de depositar em qualquer um
a culpa por tudo o que te falta.
Essa coisa morta e disforme que tu finges ser amor,
teu jeito sujo, leviano e torto de gostar.
Essa coisa (toda errada) de transformar teu amor-próprio
num verbo impossível de se conjugar.

 

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