Pra Viagem

Pra Viagem
Foto: Fabíola Lourenço

Onde mesmo foi parar aquele instinto todo de construção?
Em que ponto nos tornamos isto?
Coisa precipitada que mal deseja e já quer consumir.

Mania feia essa de querer tudo pronto, meu Deus.
Das relações, não mais o instante e a libido, só o princípio e fim.
Como a gente consegue?

Pois que me permitam gostar do inacabado.
Não tenho pressa alguma. Optei pelo devagar.
Todo tempo do mundo, aliás, é o que disponho.
Que compreendam meu apego pelo disforme.
Que não reparem quando o incompleto eu decidir amar.

Me deem o direito de não ser pra agora.
De ser projeção, paciência, sonho, apenas parte.
Peça por peça, caco por caco,
uma
coisa
de
cada
vez.

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