Leia-me

 

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Pergunte às letras quanto cada uma tem de ti. Só elas sabem em que frequência tem pulsado cada texto meu. Pergunte do que de mim elas não mais tiveram, porque tu roubaste. Elas vão te dizer da saudade que sentem, da falta que faço.

Aproveite para notar o que naquela ligação eu não te disse. Mas respeite nossas distâncias, não se aproxime mais que isso. E, por favor, não sinta dó. Não há motivo algum em te fazeres culpa, eu só te quis amor.

A insistência em ainda sentir existe, eu sei. E por idiotice minha, tu também sabes. Mas siga. Pelo amor de Deus, nem tu nem eu. Só as músicas. Só os textos. só as letras. Que fiquem eles aqui. Ocupando todos os lugares que um dia já foram teus.

Te peço que saia. Pois já me ponho a ensaiar novos voos, corridas mais longas, mergulhos profundos. Já me coloco a narrar novos dramas, feitos de conversas que nunca existiram, nem sequer no verso, sequer entre nós, só dentro de mim.

Portanto, não me peça rima, leveza ou estética. Só fique mudo ao meu ouvir. Que as notas cantem, até que elas se cansem de, inutilmente, tentar nos juntar. Tens meu alfabeto e minhas letras a tua disposição. Só te peço baixinho uma coisa: leia-me com um pouquinho mais de discrição.

 

(Eu era fã dos textos dele. Ele gostava dos meus. Pensei que poderíamos fazer um texto juntos e esse nasceu. Obrigado, @lucasschwantes. =D)

Update: Dessa parceria nasceu mais um texto que tu podes ler aqui > Teu coração, meu cárcere.

 

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2 comentários sobre “Leia-me

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