Infinitivo

 

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Imergir e ir até o mais profundo de mim. Viajar pra bem longe de ti. Algo me diz que apenas assim a minha vida vai novamente sorrir. Voltar a existir.

Meu plano é, sim, ir embora, eu já te disse, mas não sem antes te prender, não sem antes todas as tuas paixões exilar. E eu voltei pra te trancar, vim pra fechar os cadeados e trancar a porta da tua casa. Solto não deixo mais nem teus pensamentos. Não faz bem, nem adianta arriscar.

Eu vou, mas tu ficas. Ora, se vou por tua causa, no mínimo, espero que compreendas e te comportes de maneira que eu não morra de desgosto quando pra ti retornar. Agora pega teus discursos e tuas promessas e engavete todos. Não quero nenhum deles ofuscando meu sorriso. Espero não revê-los tão cedo desiludindo meus presentes nem amargando meus futuros.

E antes que te queixes, eu aviso: tuas rimas e teus textos, censurei, achei que não combinariam em nada com o dia de hoje. Me senti no direito. Afinal, eram todos sobre mim. A ti, só cabe o silêncio. Portanto, trate de usufruí-lo.

Não ouse perguntar para aonde vou, quando eu volto e com quem deixo de ir. Ainda não há passagens compradas, muito menos ideias organizadas. Mas eu vou, esteja certo. Vou em busca de um novo estado, de um novo canto, de outras inspirações. Mas um dia eu volto. Acho bom me esperar! Ah, quanto à porta trancada: só abre por fora.

 

(A foto é do @neneto)

 

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